Associativismo

A ANGIS, desde sua fundação em 1993, tem orientado suas atividades no estrito sentido do “Associativismo” e com isso, acreditamos, tem conseguido resultados muito interessantes para a categoria dos Organismos de Inspeção Veicular.
Solicitamos a V.S.ª. ler o anexo a este comunicado onde estão relacionadas as “PRINCIPAIS REALIZAÇÕES DA ANGIS NO RUMO DO ASSOCIATIVISMO”.

A IMPORTÂNCIA DO ASSOCIATIVISMO

Na internet existe uma profusão de textos sobre o assunto, alguns extremamente complexos, verdadeiras teses de pós-doutoramento que não caberia mencionar neste espaço. Segue abaixo resumo para começar a ilustrar a importância do tema. De acordo com os dicionários temos algumas definições para “ASSOCIATIVISMO”:

• Associativismo é a tendência ou movimento dos trabalhadores de se congregarem em associações representativas (órgãos de classe, sindicatos etc.), para a defesa de seus interesses.
• Associativismo é o meio de organizar grupos de interesse econômico autossustentável, é a base que liga a consciência individual e o direito individual à necessidade de agregação e à conjugação de esforços, base de organização da sociedade.

Conforme o texto encontrado na Wikipédia, o associativismo também é representado por diferentes formas de agrupamento de empresas: cooperativas, associações de classe, associações por setor (comercial, industrial, agrícola.), redes setoriais, arranjos produtivos locais, consórcios, etc.
As organizações de tipo associativo são o eixo de qualquer política de desenvolvimento, na medida em que constituem um pilar fundamental na construção de solidariedades. O SEBRAE, por exemplo, defende que o associativismo deve se reger pelos seguintes princípios:
Princípio da Adesão Voluntária e Livre

As associações são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a usar os seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócio, sem discriminação social, racial, política, religiosa e de gênero”.

Princípio da Gestão Democrática pelos Sócios

“As associações são organizações democráticas, controladas pelos seus sócios, que participam ativamente no estabelecimento das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e mulheres, eleitos como representantes, são responsáveis para com os sócios”.

Princípio da Participação Econômica dos Sócios

Os sócios contribuem de forma equitativa e controlam democraticamente as suas associações através da deliberação em assembleia-geral.

Princípio da Autonomia e Independência

“As associações são organizações autônomas de ajuda mútua, controlada pelos seus sócios”. Podem entrar “num acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, porém devendo fazê-lo de forma a preservar o seu controle democrático pelos sócios e manter a sua autonomia”.

Princípio da Educação, Formação e Informação

“As associações devem proporcionar educação e formação aos sócios, dirigentes eleitos e administradores, de modo a contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento”.

Princípio da Interação

As associações podem satisfazer as necessidades dos seus sócios mais eficazmente e fortalecer o movimento associativista, se trabalharem juntas, através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais.

Princípio do Interesse pela Comunidade

“As associações trabalham pelo desenvolvimento sustentável das suas comunidades, municípios, regiões, estados e país através de políticas aprovadas pelos seus membros”. Estes princípios são importantes não só para as associações, mas também, para a construção da sociedade. Estes contribuem para o desenvolvimento econômico e social de uma sociedade cada vez mais solidária, democrática e com autonomia de gestão, como preconizado pelo Princípio do Interesse pela Comunidade.

ASSOCIATIVISMO EMPRESARIAL

Partindo agora para um aspecto mais empresarial, o associativismo empresarial pressupõe que as empresas utilizem a cooperação/colaboração para defender e potencializar o seu segmento e melhorar as suas estratégias competitivas no mercado.

Motivações ao associativismo

De acordo com estudiosos do assunto, o associativismo pode funcionar como uma ferramenta estratégica para o crescimento empresarial. Por outras palavras, o associativismo potencializa a competitividade dos empresários que decidem cooperar/associar-se e consequentemente, aumenta as suas oportunidades de crescimento profissional individual e coletivo. Considera-se que os principais motivos que levam as empresas a fazerem parte de uma associação são: • Partilha de ideias e experiências para resolver problemas, com o objetivo de expansão e desenvolvimento do negócio; • Elaboração de pesquisas de mercado e campanhas promocionais com vista a aumentar a sua competitividade no mercado; • Procura de formação profissional, visando melhorias na gestão do negócio, na qualidade do trabalho e no atendimento dos clientes; • Partilha de custos para obtenção de maiores lucros; • Maior poder de negociação junto de fornecedores; • Procura de sinergias; • Procura de independência e convergência de interesses.

Benefícios proporcionados pelo associativismo

Sob a perspectiva econômica, observa-se que a união de empresas através de uma associação permite-lhes obterem melhores resultados, beneficiarem-se de economias de escala, terem maior poder de negociação e redução de riscos, ou, mais especificamente: • Fortalecimento da capacidade de ação das empresas perante os mais diversos atores, através da união de esforços conjuntos; • Obtenção de economias de escala e ganhos relativos ao poder de mercado, nomeadamente maior poder de negociação junto de fornecedores e de clientes; • Criação e disponibilização de soluções coletivas, como por exemplo, serviços de garantia de crédito, prospecção de oportunidades de negócios, infraestruturas, desenvolvimento de produtos e sistemas de informação; • Redução de custos e riscos relativos de ações e investimentos que podem ser assumidos coletivamente. Por exemplo, diminuição dos custos de prospecção, produção, informação e inovação; • Condições mais favoráveis nas atividades de inovação, facilitando a interação e a parceria com diversas instituições nacionais e internacionais, tais como: governo, centros de tecnologia, universidades e empresas de grande dimensão.